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FOLHA DOS GANCHOS - COLUNISTA ELI DIAS CORRÊA - A BERNUNÇA DOS GANCHEIRA

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  COLUNISTA :   ELI DIAS CORREA PROFESSOR, HISTORIADOR E FILÓSOFO A BERNUNÇA GANCHEIRA Era dia de luar. O mar bravio batia na costa pesqueira. Era Semana Santa, tempo de silêncio, tempo de procissão. As ruas de Ganchos viravam reza, e o povo andava com vela na mão.   Seu Zé, homem galanteador, estava no trapiche, olhando o mar, lembrando seus amores de mocidade e recitando rima de "Pão por Deus". De repente, lá pelas dez da noite, viu um movimento estranho na água.   — Isso é peixe grande — disse ele, coçando o queixo.   Mas o bicho vinha crescendo, se achegando, e um clarão se acendeu, feito farol de navio ou flash de câmera dos anos 80.   — Meu Bom Jesus do Areião... é a Bernunça! — gritou ele.   Saiu correndo pelas vielas de Ganchos, berrando mais que sino da igreja da Armação da Piedade.   — Corram, rapazes! É a Bernunça!   Foi um alvoroço só. Dona Flor, a rendeira tradicional d...

FOLHA DOS GANCHOS - COLUNISTA LORENA ZAGO - A BRISA SOPRA DE LEVE

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  COLUNISTA LORENA ZAGO ESCRITORA E PARAPSICÓLOGA A Brisa Sopra de Leve!   A brisa sopra de leve, Acariciando os seres carentes, Com a beleza que se projeta, Nos jardins e prados verdejantes, Contrastam com os beija-flores em festa, Mesclam-se à cores, modestas e exuberantes, Compondo um quadro de admirável esplendor!   Nuances de prata, nuances de luz,   De esperança e espera, Em alegria se traduz. O poeta se encanta! Em sonhos, abandona-se a refletir, Quanta beleza a emanar da natureza? Serão sonhos de luzes que se traduzem? Em seu cérebro a fantasiar?   Mesclam-se fulgores, Aos toques suaves das asas das borboletas, Tão frágeis, tão ágeis, suas cores a deslumbrar, Suas danças serenas, Tão leves e pequenas, Tranqüilizam o olhar. Suavizam os jardins, as flores e o luar!   Serenas, amenas, pequenas, artísticas, Sensivelmente esculpidas, Pelo Arquiteto Maior ao Universo idealizar! Lorena Zago – Presid...

FOLHA DOS GANCHOS - COLUNISTA VALMIR VILMAR DE SOUSA (Vevê) - DE SÃO JOSÉ À TIMBÓ

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  COLUNISTA: VALMIR VILMAR DE SOUSA    POETA ESCRITOR   DE SÃO JOSÉ À TIMBÓ Num final de semana ensolarada, um feliz casal decide fazer um passeio para as bandas de Timbó. Como ele não conhecia o caminho, resolvera levar consigo o tal de GPS, diga-se ele, não é muito amigo deste aparelho, pois a maioria das vezes que usara deu com os burros n´agua, sua esposa muito positiva falara: “amor não te estressa, se não funcionar paramos para perguntar o caminho certo. Após acatar as palavras de sua esposa, ele liga seu possante   Renault Clio vermelho rumando à Br 101 em direção a Timbó. No caminho arquitetara o roteiro daquele passeio, começando com uma visita ao Museu Casa de Lindolfo Bell, sendo este, um grande escritor e poeta catarinense de destaque nacional, nada mais justo do que iniciar seu tour turístico por aquele local. Ao chegarem no hotel já com as devidas reservas, preencheram as fichas como é de costume, subiram ao apartamento para um breve descanso, ...

FOLHA DOS GANCHOS - COLUNISTA LORENA ZAGO - É PRECISO SER FORTE

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  COLUNISTA LORENA ZAGO ESCRITORA E PARAPSICÓLOGA É preciso ser forte   É preciso ser forte, Ainda que as ondas do mar bravio Se expandam em nossa mente Com a fúria dos ventos agrestes. Ainda que tenhamos sensações intrépidas, Haveremos de buscar forças para voltar à calmaria. Por mais que sintamos urgência de acolhimento, Exercitemos a paciência de aguardar O momento propício Para receber o entendimento, o abraço e o afago De quem nos é próximo. Ainda que a dor em nossa alma seja infinita, Busquemos no âmago de nosso ser A força para seguir em frente E, na mais ínfima centelha de nossa alma, Procuremos a Luz que nos orienta Durante o processo da evolução diária. Que sentimentos de paz possam fazer-se presentes, Norteando a trajetória de nossa vida Para o entendimento, a lucidez, a compreensão E a consagração do amor em nossa vivência.   Lorena Zago – Presidente Getúlio - SC

FOLHA DOS GANCHOS - COLUNISTA VALDIR MENDES - SOPA DE PEDRA - MITO&REALIDADE

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   COLUNISTA VALDIR MENDES Escritor – Advogado Criminalista – Palestrante SOPA DA PEDRA                   MITO - REALIDADE                                  (piada?) Caríssimos leitores o frio está chegando e para o enfrentamento nada melhor do que uma boa sopa. Entre tantas vamos falar sobre a  sopa da pedra,  que é muito conhecida como uma "piada" para aqueles dias que estamos sem quase "nada" em casa para preparar uma receita. Falta de dinheiro: "vou ter que jantar sopa de pedra"... Sempre foi comum este dizer...até aquele que diz: ”vou jantar o almoço”. Na verdade, sopa da pedra é uma receita que existe e, além disso, é muito boa. Sério, caríssimos leitores, é tradicional de Portugal e seu primeiro preparo, ...

FOLHA DOS GANCHOS - COLUNISTA LÉA RIBEIRO - A PAZ COMEÇA DENTRO DE NÓS

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  COLUNISTA LÉA RIBEIRO   ESCRITORA E TERAPEUTA HOLÍSTICA A PAZ COMEÇA DENTRO DE NÓS   As situações diárias nos oferecem ricas oportunidades para melhorar as experiências consigo mesmo e com o meio ambiente em que estamos inseridos, família, trabalho entre outros, para isso, é necessário dar um passo atrás e olhar os fatos como observador das reações demonstradas ou silenciadas.   É possível ouvir uma crítica sem revidar ou se ofender?  Trata-se de um exercício que no início pode ser desafiador e que pede bastante empenho e persistência, no entanto a médio e longo prazo comprovamos com satisfação e alegria o nosso avanço.   A auto observância da inconsciência/sombra, exige isenção de justificativa, se houver uma ferida ela irá arder, nos deixará chocados e irritados, caso contrário, nem percebemos o teor pejorativo da questão e seguimos em frente. Porém, se algo teima em fica incomodando, retornando como disco de vinil riscado, então não tem jei...

FOLHA DOS GANCHOS - COLUNISTA NEUSA BERNADO COELHO - As Marés Açorianas do Sul

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  COLUNISTA NEUSA BERNADO COELHO POETISA E HISTORIADORA As Marés Açorianas do Sul   Vieram do sal e do vento, do coração insular que pulsa no Atlântico, navegando com esperança nas velas e saudade no porão. Os açorianos — filhos da fé, moldados por vulcões e rosários — cruzaram oceanos e destinos, tocando a terra nova com pés descalços e almas determinadas. Era o século XVIII e, entre ordens da coroa e silêncios de Deus, deixavam para trás o aperto das ilhas e os olhos marejados de quem ficava. Aportaram nas encostas do Sul, onde o mar beijava o Brasil ainda menino. Foram acolhidos por Desterro, Ilha de Santa Catarina, e logo se espalharam pelo Paraná, pelo Rio Grande do Sul, semeando vilas com nomes de esperança, construindo igrejas com pedras e promessas, fiando a vida com fé e farinha. Nas mãos calosas, traziam o ofício da pesca e do cultivo, o dom da tecelagem e da reza. Nas malas, pouco — mas no espírito, muito: cantigas, procissões, o Divino ...